O senador republicano Shane Jett, de Oklahoma, lançou duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de “covardia” por supostamente preferir um telefonema a um encontro presencial com o ex-presidente Donald Trump. A declaração acirra tensões em meio a sinais de reaproximação entre os dois líderes.
Em vídeo divulgado em frente à sede do governo em Washington, Jett, conhecido por suas posições conservadoras, classificou Lula como “marxista” e alegou que “patriotas brasileiros” vivem sob uma “ditadura judicial marxista”. Ele questionou o interesse do PT em um diálogo direto com Trump, ironizando o partido como o “partido do amor”.
Apesar das críticas do senador, Lula expressou abertamente a possibilidade de um encontro presencial com Trump durante uma coletiva de imprensa em Nova York. “Pode ser presencial, podemos ainda discutir”, afirmou o presidente brasileiro, sinalizando abertura para futuras negociações.
Vale lembrar que Trump, surpreendentemente, elogiou Lula durante seu discurso na ONU, destacando a “química excelente” entre os dois após um breve encontro. Lula também confirmou a boa impressão, afirmando que ficou surpreso com a cordialidade do republicano.
A investida de Jett surge em um momento delicado, marcado por tentativas de reaproximação entre Brasil e EUA após recentes atritos comerciais. Em julho, Trump elevou as tarifas sobre produtos brasileiros, justificando a medida como resposta a violações de direitos humanos e suposta perseguição judicial contra Jair Bolsonaro.
Shane Jett é um conhecido aliado de Bolsonaro nos Estados Unidos, mantendo contato próximo com o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Suas declarações refletem uma corrente de oposição à aproximação entre Lula e Trump, mesmo diante de acenos de ambos os lados para um diálogo construtivo. Lula, por sua vez, busca construir uma agenda positiva com os EUA, focando em temas como indústria, tecnologia e redução de tensões comerciais.
Fonte: http://www.metropoles.com