Senadores bolsonaristas pedem, na Itália, prisão domiciliar para Zambelli, alegando perseguição política

Senadores bolsonaristas pedem, na Itália, prisão domiciliar para Zambelli, alegando perseguição política

Senadores bolsonaristas pedem, na Itália, prisão domiciliar para Zambelli, alegando perseguição política 1024 682 Carlos Fenille

Uma comitiva de senadores brasileiros, liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desembarcou em Roma nesta sexta-feira para visitar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que se encontra presa na Itália. Além de Flávio Bolsonaro, Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF) integraram o grupo que se encontrou com a parlamentar no Complexo Penitenciário de Rebibbia.

Após a visita, Flávio Bolsonaro fez um apelo enfático para que Zambelli cumpra sua pena em regime domiciliar na Itália. Ele justificou o pedido argumentando que, no Brasil, a deputada seria alvo de perseguição ainda maior, com seus direitos humanos supostamente violados por Alexandre de Moraes, a quem se referiu como “um violador de direitos humanos internacional”.

“Deixe a Carla em prisão domiciliar aqui na Itália, porque no Brasil ela vai ser ainda mais perseguida e vai ter os seus direitos humanos ainda mais violentados”, declarou Flávio Bolsonaro, em referência à suposta influência de Alexandre de Moraes no caso. Ele ainda sustentou que Zambelli não teve um processo justo e é vítima de perseguição política, citando declarações de um ex-assessor do TSE.

Segundo o senador, o ex-assessor Eduardo Tagliaferro teria afirmado que Alexandre de Moraes queria “pegar a Carla de qualquer jeito”, utilizando a máquina pública para persegui-la e impedir seu direito à defesa. A defesa de Zambelli também alega um “erro protocolar” na ação de extradição, buscando reverter a situação da deputada.

Paralelamente à visita, os senadores Flávio Bolsonaro e Magno Malta participarão do evento “Brasil — Democracia ou Ditadura?”, organizado pela direita brasileira na Itália. O encontro, que se estende até segunda-feira, contará com a participação remota de figuras como Allan dos Santos, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro, e é promovido por diversos grupos conservadores brasileiros sediados em diferentes países. A viagem dos senadores, segundo suas assessorias, não teve custos para o Senado Federal, sendo financiada pelos próprios parlamentares em um ato de solidariedade à colega.

Fonte: http://www.metropoles.com

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