Uma comitiva de senadores brasileiros, liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desembarcou em Roma nesta sexta-feira para visitar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que se encontra presa na Itália. Além de Flávio Bolsonaro, Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF) integraram o grupo que se encontrou com a parlamentar no Complexo Penitenciário de Rebibbia.
Após a visita, Flávio Bolsonaro fez um apelo enfático para que Zambelli cumpra sua pena em regime domiciliar na Itália. Ele justificou o pedido argumentando que, no Brasil, a deputada seria alvo de perseguição ainda maior, com seus direitos humanos supostamente violados por Alexandre de Moraes, a quem se referiu como “um violador de direitos humanos internacional”.
“Deixe a Carla em prisão domiciliar aqui na Itália, porque no Brasil ela vai ser ainda mais perseguida e vai ter os seus direitos humanos ainda mais violentados”, declarou Flávio Bolsonaro, em referência à suposta influência de Alexandre de Moraes no caso. Ele ainda sustentou que Zambelli não teve um processo justo e é vítima de perseguição política, citando declarações de um ex-assessor do TSE.
Segundo o senador, o ex-assessor Eduardo Tagliaferro teria afirmado que Alexandre de Moraes queria “pegar a Carla de qualquer jeito”, utilizando a máquina pública para persegui-la e impedir seu direito à defesa. A defesa de Zambelli também alega um “erro protocolar” na ação de extradição, buscando reverter a situação da deputada.
Paralelamente à visita, os senadores Flávio Bolsonaro e Magno Malta participarão do evento “Brasil — Democracia ou Ditadura?”, organizado pela direita brasileira na Itália. O encontro, que se estende até segunda-feira, contará com a participação remota de figuras como Allan dos Santos, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro, e é promovido por diversos grupos conservadores brasileiros sediados em diferentes países. A viagem dos senadores, segundo suas assessorias, não teve custos para o Senado Federal, sendo financiada pelos próprios parlamentares em um ato de solidariedade à colega.
Fonte: http://www.metropoles.com