Shutdown nos EUA: Trump Inicia Demissões em Massa de Servidores Federais

Shutdown nos EUA: Trump Inicia Demissões em Massa de Servidores Federais

Shutdown nos EUA: Trump Inicia Demissões em Massa de Servidores Federais 1024 683 Carlos Fenille

A Casa Branca confirmou o início de demissões em massa de servidores federais nesta sexta-feira, intensificando a crise provocada pela paralisação do governo dos Estados Unidos. A medida atende às promessas do presidente Donald Trump de reduzir o funcionalismo público e cortar gastos, aprofundando o impasse político em Washington.

A paralisação, a primeira em quase sete anos, remete ao shutdown de 35 dias ocorrido durante o primeiro mandato de Trump, em dezembro de 2018. A suspensão de atividades governamentais afeta centenas de milhares de trabalhadores e diversos serviços públicos.

Um “shutdown” ocorre quando o Congresso não aprova o orçamento federal, paralisando departamentos e agências consideradas não essenciais. Setores como museus e parques são fechados, e servidores podem ser afastados ou forçados a trabalhar sem garantia de pagamento imediato, gerando impactos econômicos e sociais.

Segundo o New York Times, as demissões devem atingir diversos departamentos, incluindo Comércio, Educação, Energia, Segurança Interna, Saúde e Tesouro. Sindicatos de servidores informaram à Justiça que cerca de 1.300 desligamentos estariam sendo preparados apenas no Departamento do Tesouro.

Russell Vought, diretor de orçamento da Casa Branca, confirmou os cortes em uma publicação no X (antigo Twitter), utilizando a sigla “RIFs” (reduction in force), termo usado para demissões em larga escala no setor público. A medida radicaliza a disputa política e aprofunda a incerteza sobre o futuro do funcionalismo público americano.

A decisão ocorre em meio a um impasse fiscal, sem acordo entre republicanos e democratas para encerrar a paralisação. Em vez de buscar negociação, Trump utiliza o “shutdown” para defender a reorganização do orçamento e pressionar seus opositores.

A crise se intensificou quando o Senado não aprovou um plano de financiamento republicano temporário, já aprovado pela Câmara, que manteria o governo funcionando até 21 de novembro. Apesar da maioria republicana no Senado, não houve votos suficientes para superar o bloqueio democrata.

“Vamos cortar alguns programas muito populares entre os democratas, que não são populares entre os republicanos”, declarou o presidente em uma reunião de gabinete. O governo já suspendeu bilhões em repasses federais a cidades e estados governados por democratas, e Trump ameaça eliminar agências, promovendo cortes permanentes sem aprovação do Congresso.

Fonte: http://www.metropoles.com

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