Síria: Rússia abandona Assad após acordo com rebeldes, revela presidente interino

Síria: Rússia abandona Assad após acordo com rebeldes, revela presidente interino

Síria: Rússia abandona Assad após acordo com rebeldes, revela presidente interino 1024 575 Carlos Fenille

Em uma reviravolta surpreendente no cenário sírio, o presidente interino Ahmed al-Sharaa revelou que a Rússia decidiu retirar seu apoio militar ao regime de Bashar al-Assad. A decisão, segundo al-Sharaa, foi tomada após negociações com grupos rebeldes que ascenderam ao poder no país em dezembro do ano passado. A revelação foi feita durante uma entrevista à televisão estatal nesta sexta-feira (12/9), marcando uma mudança drástica no alinhamento de forças na região.

De acordo com o presidente interino, o acordo foi selado em meio ao avanço do grupo Hayat Tahrir Al-Sham (HTS) na cidade de Hama. As forças russas, anteriormente presentes na região, teriam concordado em se retirar tanto de Hama quanto do cenário militar sírio como um todo. Os termos específicos das negociações, no entanto, não foram divulgados, deixando em aberto as motivações exatas por trás da decisão russa.

A Rússia tem sido um dos principais aliados do governo de Bashar al-Assad desde o início da guerra civil síria, em 2011. O apoio russo incluiu a manutenção de bases militares no país e auxílio na luta contra diversos grupos insurgentes que buscavam derrubar o regime. A mudança de postura representa um marco no conflito sírio, com implicações ainda incertas para o futuro do país.

O ponto de inflexão ocorreu em dezembro de 2024, após 13 anos de um conflito civil devastador. Os rebeldes, liderados por Ahmed al-Sharaa e o HTS, conquistaram territórios estratégicos e chegaram a Damasco, a capital síria, culminando na derrubada do governo de Assad.

Diante da nova realidade, o governo de Vladimir Putin concedeu asilo político a Assad e facilitou sua saída da Síria, em meio ao avanço dos rebeldes, muitos com ligações ao jihadismo e à Al-Qaeda. O futuro da Síria, após a saída de Assad e a mudança no apoio russo, permanece incerto.

Fonte: http://www.metropoles.com

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