A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou a reabertura de uma investigação federal sobre as associações de Jeffrey Epstein com figuras do Partido Democrata e grandes instituições financeiras. A decisão surge após determinação expressa do presidente Donald Trump, intensificando o escrutínio sobre os laços do falecido financista.
Bondi designou Jay Clayton, chefe da Procuradoria do Distrito Sul de Nova York, para liderar o caso. Em uma declaração via X, Bondi agradeceu a Trump e afirmou que Clayton é “um dos promotores mais competentes e confiáveis do país”. Ela prometeu conduzir o processo com “urgência e integridade para dar respostas ao povo americano”.
Essa ação representa a resposta mais assertiva da Casa Branca até o momento à crescente pressão de democratas e até mesmo de membros do Partido Republicano por transparência total nos arquivos do Departamento de Justiça (DOJ) relacionados a Epstein. O Congresso também está se movendo para forçar a divulgação dos documentos.
Paralelamente, o Congresso intensificou a pressão para levar o tema à votação na Câmara. Frustrado com o avanço da iniciativa, Trump criticou publicamente os congressistas republicanos que apoiam a liberação dos arquivos, chamando-os de “fracos e tolos”. O presidente alega que democratas estariam usando o caso para desviar a atenção de problemas políticos internos.
O pedido de Trump incluiu nomes como Bill Clinton, Larry Summers, Reid Hoffman e o banco JPMorgan Chase. Em resposta, Patricia Wexler, porta-voz do JPMorgan Chase, declarou que o banco encerrou suas relações com Epstein “anos antes de sua prisão por acusações de tráfico sexual”. Vale lembrar que, em 2023, o JPMorgan pagou US$ 290 milhões para encerrar uma ação coletiva de vítimas que alegavam que o banco facilitou os crimes de Epstein.
Fonte: http://www.metropoles.com