Suprema Corte dos EUA Aproba Liminar de Trump para Exigir Sexo Biológico em Passaportes, Revogando Medida Inclusiva de Biden

Suprema Corte dos EUA Aproba Liminar de Trump para Exigir Sexo Biológico em Passaportes, Revogando Medida Inclusiva de Biden

Suprema Corte dos EUA Aproba Liminar de Trump para Exigir Sexo Biológico em Passaportes, Revogando Medida Inclusiva de Biden 1024 683 Carlos Fenille

A Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu ao governo de Donald Trump uma importante vitória, permitindo que o país volte a exigir a designação do sexo biológico nos passaportes de seus cidadãos. A decisão, emitida na quinta-feira (6/11), suspende uma medida implementada pelo governo de Joe Biden que permitia a pessoas transgênero e não binárias indicar um marcador “X” em seus documentos. A medida reacende o debate sobre direitos LGBTQ+ e a definição de gênero em documentos oficiais.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, comemorou a decisão nas redes sociais, afirmando: “Acabamos de garantir nossa 24ª vitória na pauta de emergência da Suprema Corte. A liminar concedida hoje permite que o governo exija que os cidadãos informem seu sexo biológico no passaporte… Existem dois sexos e nossos advogados continuarão lutando por essa simples verdade”. A declaração reflete o posicionamento do governo Trump, que busca reverter políticas consideradas “ideológicas” em relação a gênero.

Trump argumenta que a medida é essencial para acabar com a “política governamental de tentar incorporar socialmente a raça e o gênero em todos os aspectos da vida”. Durante sua campanha, ele prometeu reverter conquistas da comunidade transgênero, e, ao assumir o cargo, revogou diversas políticas em favor dos direitos LGBTQ+.

A juíza Ketanji Brown Jackson, indicada pelo ex-presidente Biden, expressou sua discordância em relação à decisão da maioria. Ela argumentou que os prejuízos causados aos cidadãos LGBTQ+ superam o interesse do governo em implementar a política de passaportes, classificando a autorização da liminar como “negligência insensata”.

Em resposta à decisão, a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) manifestou sua forte oposição. A organização descreveu a política como um risco para pessoas transgênero e não binárias, que agora se veem expostas a possíveis assédios e violência. Jon Davidson, consultor sênior do Projeto LGBTQ e HIV da ACLU, afirmou que “obrigar pessoas transgêneras a portar passaportes que as expõem contra a sua vontade aumenta o risco de sofrerem assédio e violência”.

Advogados do governo Trump argumentaram que a política de exigir a designação do sexo biológico em passaportes era a norma desde 1977, com exceção do período durante o governo Biden. A decisão define “sexo” como “a classificação biológica imutável de um indivíduo como masculino ou feminino”, reforçando a visão do governo sobre a imutabilidade do gênero.

Fonte: http://www.metropoles.com

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