Uma apresentação do Circo Paul Busch, em Bautzen, Alemanha, transformou-se em luto no último sábado (27/9). Marina, uma acrobata espanhola de 27 anos, perdeu a vida após cair de uma altura de aproximadamente cinco metros enquanto se apresentava no trapézio. O acidente ocorreu diante de uma plateia de cerca de 100 pessoas, muitas delas famílias com crianças, marcando profundamente os presentes.
Segundo informações da polícia, a artista não utilizava equipamentos de segurança durante o número. Contudo, as autoridades confirmaram que o uso de cordas de segurança não era obrigatório para a apresentação. A ausência do equipamento levanta questões sobre os protocolos de segurança adotados no circo.
O choque tomou conta do público no momento da queda. Testemunhas relataram cenas de pânico e desespero, com muitos pais tentando proteger seus filhos da visão trágica. Psicólogos e equipes de apoio foram acionados para prestar assistência às pessoas traumatizadas.
Equipes de resgate chegaram rapidamente ao local, mas, infelizmente, não conseguiram reanimar Marina, que faleceu no próprio circo. A comoção tomou conta da cidade e a notícia se espalhou rapidamente.
Em sinal de respeito à artista e ao público, o Circo Paul Busch suspendeu sua programação no domingo (28/9). “Devido a um luto, o circo estará fechado”, informava um comunicado na bilheteria. A temporada em Bautzen foi cancelada em definitivo.
A morte de Marina levanta questionamentos sobre as possíveis causas do acidente. Ralf Huppertz, chefe da associação de circo da Alemanha, declarou ao jornal Bild que uma falha humana repentina pode ter sido um fator contribuinte. “É raro que uma artista tão experiente não resista a uma queda de apenas cinco metros. Talvez ela tenha ficado tonta no trapézio”, ponderou Huppertz.
As autoridades seguem investigando o caso para determinar as causas precisas do acidente. Até o momento, não foram encontradas falhas estruturais nos equipamentos utilizados na apresentação. A investigação busca esclarecer se houve negligência ou outras circunstâncias que possam ter contribuído para a tragédia.
Fonte: http://www.metropoles.com