O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu ao declarar que as negociações de paz entre Israel e o grupo Hamas estão progredindo de forma promissora. Em declarações à imprensa na Casa Branca, Trump expressou otimismo, afirmando que o Hamas tem demonstrado abertura para aceitar elementos cruciais do plano proposto por Washington.
“Acho que estamos indo muito bem. E acho que o Hamas tem concordado com coisas que são muito importantes”, disse Trump, alimentando a expectativa de um acordo iminente sobre a Faixa de Gaza. As conversas, que ocorrem no Cairo, Egito, visam implementar um plano de 20 pontos, idealizado por Trump, que engloba cessar-fogo, libertação de reféns e a reconstrução de Gaza sob supervisão internacional.
A administração Trump aposta que uma rápida libertação dos reféns servirá como catalisador para as negociações. Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, ressaltou o acompanhamento “muito de perto” do processo por Trump, que vê nessa etapa um impulso crucial para as fases seguintes. “Queremos agir com rapidez, e o presidente quer ver os reféns libertados o quanto antes”, enfatizou Leavitt.
Os Estados Unidos têm se mantido ativamente envolvidos nas negociações, com a participação do enviado especial Steve Witkoff e do assessor Jared Kushner, genro de Trump. O plano de paz, anunciado em setembro, propõe a desmilitarização de Gaza e o estabelecimento de uma autoridade interina independente para administrar o território. Entre os pontos-chave estão a anistia para membros do Hamas que entregarem suas armas, a troca de reféns e prisioneiros sob supervisão internacional, a retirada gradual das tropas israelenses e garantias de segurança e reconstrução civil.
Contudo, apesar do otimismo de Trump, persistem desafios significativos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reforçou que nenhum outro ponto do plano será discutido antes da libertação de todos os reféns. Segundo fontes israelenses, 48 pessoas permanecem em poder do Hamas, com cerca de 20 ainda com vida. A complexidade da situação exige cautela, enquanto as negociações buscam um caminho para a paz duradoura na região.
Fonte: http://www.metropoles.com