Trump na ONU: Discurso Duro e Tensão com o Brasil Após Sanções

Trump na ONU: Discurso Duro e Tensão com o Brasil Após Sanções

Trump na ONU: Discurso Duro e Tensão com o Brasil Após Sanções 1024 683 Carlos Fenille

Donald Trump discursou na Assembleia Geral da ONU, seguindo a tradicional ordem após o pronunciamento de Luiz Inácio Lula da Silva. O evento, que marca a abertura da 80ª edição da Assembleia, tem como palco Nova Iorque e Brasília, com expectativas elevadas sobre o teor da fala do presidente estadunidense.

A secretária de imprensa de Trump, Karoline Leavitt, antecipou um discurso “direto” e “duro” focado nos “fracassos do globalismo”, sinalizando uma possível defesa do “retorno da força americana” na arena internacional. O evento teve início com o discurso do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, que reforçou a importância do multilateralismo e da busca pela paz mundial. Guterres enfatizou: “A paz é nossa primeira obrigação”.

Além do discurso, Trump participará de uma reunião multilateral com representantes de diversos países do Oriente Médio para discutir uma proposta de paz e governança pós-conflito entre Israel e Gaza. A pauta internacional também inclui a discordância de Trump em relação ao reconhecimento do Estado da Palestina por países europeus, tema que ganhou força em conferência recente com foco na solução de dois estados.

A visita de Lula ocorre em um momento de tensão bilateral, agravada pelo recente anúncio de novas sanções dos EUA a autoridades brasileiras, após a condenação de Jair Bolsonaro. A Casa Branca sancionou Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, e suspendeu o visto do Advogado-Geral da União, Jorge Messias.

Apesar do clima tenso, Lula manifestou disposição para o diálogo. Em entrevista à BBC News, o presidente brasileiro afirmou: “Se ele chegar e passar perto de mim, eu vou cumprimentá-lo porque eu sou cidadão civilizado. Eu converso com todo mundo. Eu estendo a mão para todo mundo. Eu nasci na vida política negociando. Então, para mim não tem nenhum problema”. No entanto, até o momento, não há indícios de que os líderes se encontrarão para tratar das divergências.

Fonte: http://www.metropoles.com

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