Trump Propõe Plano de Paz para Ucrânia com Concessões Territoriais à Rússia, Gerando Debate

Trump Propõe Plano de Paz para Ucrânia com Concessões Territoriais à Rússia, Gerando Debate

Trump Propõe Plano de Paz para Ucrânia com Concessões Territoriais à Rússia, Gerando Debate 1024 683 Carlos Fenille

A administração do ex-presidente Donald Trump apresentou ao governo ucraniano um esboço de plano de paz para encerrar o conflito com a Rússia. A proposta, recebida pelo gabinete de Volodymyr Zelensky nesta quinta-feira (20/11), visa revitalizar a diplomacia, mas inclui exigências controversas que envolvem concessões territoriais já rejeitadas anteriormente por ambos os lados.

Segundo comunicado oficial do gabinete de Zelensky, o presidente ucraniano pretende discutir com Trump, nos próximos dias, as “oportunidades diplomáticas existentes” e os pontos considerados essenciais para alcançar uma paz duradoura. A reação inicial de Kiev sugere uma análise cautelosa do plano, com foco na viabilidade das concessões propostas.

Detalhes divulgados pela imprensa internacional revelam que os EUA propõem o reconhecimento da soberania russa sobre a Crimeia, o Donbass e outras áreas atualmente ocupadas. Em contrapartida, a Ucrânia receberia garantias de segurança de Washington e capitais europeias, além da criação de uma zona desmilitarizada nas regiões de retirada ucraniana. O pacote também contempla o levantamento de sanções contra Moscou, gerando preocupações sobre o impacto na dissuasão russa.

Outras medidas controversas incluem a redução do exército ucraniano pela metade, a proibição de tropas estrangeiras no país e a oficialização do idioma russo. Reportagens do Axios e do Wall Street Journal indicam ainda que a linha de combate em Kherson e Zaporozhye seria congelada, com a Rússia devolvendo apenas uma parte dos territórios ocupados. Em Donbass, a Ucrânia teria de ceder toda a região, incluindo cidades atualmente sob controle ucraniano.

Fontes indicam que a elaboração do plano foi conduzida pelo enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, em contato direto com o negociador russo Kirill Dmitriev, com limitada participação da Europa e, inicialmente, da própria Ucrânia. O Kremlin, por sua vez, declarou que “nenhuma iniciativa concreta foi informada” sobre novas negociações, reiterando que Moscou não recebeu convite para novos diálogos.

Fonte: http://www.metropoles.com

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