Após a controversa atribuição do Prêmio Nobel da Paz à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, o ex-presidente Donald Trump veio a público reivindicar parte do mérito pela honraria. Em declarações no Salão Oval, Trump afirmou ter recebido uma ligação de Machado, na qual ela teria dito que ele “merecia o prêmio”.
“A pessoa que realmente ganhou o Prêmio Nobel ligou hoje, me ligou e disse: ‘Estou aceitando isso em sua homenagem, porque você realmente mereceu. Uma coisa muito legal de se fazer’”, declarou Trump, destacando a suposta gentileza de Machado em reconhecer o papel dos Estados Unidos no apoio à oposição venezuelana. Ele insinuou que esperava um reconhecimento mais explícito, afirmando: “Eu não disse ‘então me dê’, mas acho que ela poderia ter dito”.
A coletiva de imprensa, inicialmente convocada para discutir um acordo farmacêutico, foi rapidamente dominada por perguntas sobre o Nobel. Trump aproveitou a oportunidade para também exaltar seu papel no cessar-fogo entre Israel e o Hamas, classificando-o como “o mais importante já feito em termos de paz”.
O silêncio inicial de Trump após o anúncio do Nobel foi notado. Mais cedo, ele havia usado sua plataforma Truth Social para destacar seu papel em negociações internacionais e republicar elogios da mídia conservadora, sem mencionar o nome de Machado. Aliados e apoiadores do movimento MAGA chegaram a sugerir que o prêmio fosse “renomeado em sua homenagem”.
Enquanto isso, o Comitê Norueguês do Nobel, ao anunciar a premiação, exaltou a “coragem e integridade” de María Corina Machado, destacando sua “resistência pacífica diante da repressão e seu compromisso com a democracia na Venezuela”. O presidente do Comitê, Jørgen Watne Frydnes, ressaltou que a decisão foi baseada unicamente na vontade de Alfred Nobel, sem citar diretamente Trump.
Fonte: http://www.metropoles.com