Donald Trump reacendeu o debate sobre a atuação militar dos Estados Unidos no combate ao narcotráfico internacional, sinalizando que ações em território venezuelano podem estar em curso. A declaração, feita nesta quinta-feira (23/10), levanta questões sobre a soberania e a estabilidade da região, em meio a tensões políticas já existentes.
Apesar de não mencionar diretamente a Venezuela ou o governo de Nicolás Maduro, Trump justificou a possível ação com o argumento de que o fluxo de drogas para os EUA por terra justifica uma resposta contundente. “Eles continuam enviando drogas por terra… Algo muito sério vai acontecer, o equivalente ao que está acontecendo no mar”, afirmou o presidente, em tom de ameaça.
O presidente dos EUA assegurou que o Congresso americano será notificado sobre a decisão, embora dispense uma declaração formal de guerra. Em uma declaração controversa, Trump afirmou: “Acho que vamos apenas matar as pessoas que estão trazendo drogas para o nosso país, certo? Vamos matá-las”, sinalizando uma possível escalada no confronto.
Paralelamente, o Pentágono intensificou a presença militar no Caribe desde agosto, com navios de guerra e caças F-35. Oficialmente, a operação visa combater o tráfico de drogas que atravessa a região, mas críticos apontam para uma possível estratégia de pressão sobre a Venezuela. Até o momento, nove ataques a embarcações foram realizados, a maioria em águas próximas à costa venezuelana.
Em meio a essas operações, acusações de envolvimento com cartéis de drogas têm sido dirigidas aos presidentes Nicolás Maduro (Venezuela) e Gustavo Petro (Colômbia). Ambos os líderes denunciam a escalada como uma tentativa de intervenção dos EUA em seus países, reacendendo tensões geopolíticas na América do Sul.
Fonte: http://www.metropoles.com