A Procuradoria-Geral de Istambul escalou as tensões com Israel ao emitir um mandado de prisão contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A acusação formal é de genocídio e crimes contra a humanidade, estendendo-se a 36 altos funcionários do governo e das Forças Armadas israelenses. A medida drástica ocorre em meio a um crescente descontentamento turco com as ações de Israel na Faixa de Gaza.
As ordens judiciais foram expedidas sob os artigos 76 e 77 do Código Penal turco, conforme detalhado em comunicado oficial. Entre os nomes listados estão figuras proeminentes como o ministro da Defesa, Israel Katz, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, além de chefes militares de alto escalão. A Turquia alega que Israel comete sistematicamente crimes na Faixa de Gaza.
O documento da procuradoria afirma que “como resultado do genocídio e dos crimes contra a humanidade que Israel comete sistematicamente na Faixa de Gaza, milhares de pessoas, incluindo mulheres e crianças, morreram, milhares ficaram feridas e áreas residenciais foram destruídas”. A investigação turca também se baseia em incidentes específicos envolvendo a flotilha Sumud, que tentava levar ajuda humanitária a Gaza e foi interceptada por forças israelenses.
Além disso, a investigação turca determinou que a polícia e a Organização Nacional de Inteligência reunissem novas provas contra os responsáveis pelo episódio da flotilha. As vítimas, após serem detidas, foram deportadas para a Turquia e prestaram depoimentos detalhados, incluindo exames forenses no Instituto de Medicina Legal de Istambul. Estes depoimentos foram usados como evidência.
Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, expressou preocupação com a fragilidade do cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Fidan acusou Israel, especialmente sob a liderança de Netanyahu, de não acreditar nos objetivos do acordo, afirmando que “Temos fortes indícios de que Israel, especialmente sob o comando de Benjamin Netanyahu, não acredita nos objetivos principais do cessar-fogo”. A Turquia também cortou relações comerciais e logísticas com Israel.
Fonte: http://www.metropoles.com