Venezuela Cancela Licenças de Companhias Aéreas Após Alerta dos EUA; Gol Entre as Atingidas

Venezuela Cancela Licenças de Companhias Aéreas Após Alerta dos EUA; Gol Entre as Atingidas

Venezuela Cancela Licenças de Companhias Aéreas Após Alerta dos EUA; Gol Entre as Atingidas 1024 683 Carlos Fenille

Em meio a crescentes tensões com os Estados Unidos, o governo venezuelano revogou, nesta quinta-feira (27/11), as licenças de operação de seis companhias aéreas que suspenderam seus voos no país. A decisão surge após um alerta emitido pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) sobre a segurança do espaço aéreo venezuelano. Entre as empresas afetadas pela medida está a companhia aérea brasileira Gol.

As companhias aéreas que tiveram suas licenças revogadas são Gol (Brasil), Latam Colômbia (Colômbia), Ibéria (Espanha), TAP (Portugal), Avianca (Colômbia) e Turkish Airlines (Turquia). A revogação, no entanto, atinge especificamente a Latam Colômbia, sem impacto direto nas operações da Latam Brasil. O Metrópoles entrou em contato com a Gol para obter esclarecimentos sobre o impacto da medida nos voos brasileiros, mas não obteve resposta até o momento.

A escalada de tensões entre Venezuela e Estados Unidos ganhou novo capítulo na última semana, quando a FAA recomendou cautela redobrada às empresas aéreas americanas ao sobrevoar o espaço aéreo venezuelano. O alerta, emitido em 21 de novembro, cita uma “deterioração da situação de segurança” e o aumento da atividade militar na região, representando riscos potenciais para aeronaves em diversas altitudes.

Segundo a FAA, as ameaças podem afetar aeronaves tanto em sobrevoos quanto nas fases de decolagem e aterrissagem, além de operações próximas ao solo. O comunicado também alertou que aeroportos e aeronaves em solo venezuelano podem estar vulneráveis. Em resposta, diversas companhias aéreas reduziram significativamente o tráfego aéreo sobre a Venezuela.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, criticou duramente as companhias aéreas que cancelaram voos, estabelecendo um prazo de 48 horas para a normalização da situação, sob pena de cancelamento das licenças. Após o prazo, o governo venezuelano cumpriu a ameaça, acusando as empresas de “terem aderido às ações de terrorismo de Estado promovidas pelo governo dos EUA”, conforme nota oficial divulgada.

Fonte: http://www.metropoles.com

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