O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, acusou os Estados Unidos de provocação nesta quinta-feira (2/10), denunciando a presença de cinco caças americanos voando próximos à costa venezuelana. A alegação surge em um momento de crescente tensão entre o governo de Nicolás Maduro e a administração Trump, intensificando a crise diplomática entre os dois países.
As operações navais dos EUA no Mar do Caribe, com o objetivo declarado de combater o narcotráfico, têm sido vistas com desconfiança por Caracas. Em resposta, a Venezuela anunciou exercícios militares na região, batizados de “Caribe Soberano 200”, demonstrando sua determinação em proteger sua soberania.
“Nunca vimos esse tipo de aviões, que sabemos que estão em Porto Rico. Agora estão chegando em território venezuelano”, afirmou Padrino em transmissão na TV estatal. Ele classificou a presença das aeronaves como “uma grosseria, uma provocação, uma ameaça contra a segurança nacional”, evidenciando a preocupação do governo venezuelano com a escalada da presença militar americana na região.
Desde agosto, os Estados Unidos intensificaram sua presença militar na área, com o deslocamento de tropas e navios de guerra, o que a Venezuela interpreta como uma ameaça direta. Washington também promoveu ações contra embarcações venezuelanas supostamente ligadas ao narcotráfico, resultando em mortes e apreensões.
Apesar das ações militares, a Casa Branca nega qualquer intenção de intervenção direta para derrubar o governo de Nicolás Maduro. No entanto, a crescente presença militar americana e as acusações mútuas acentuam a instabilidade na região e elevam o risco de confrontos.
Fonte: http://www.metropoles.com